sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Sei que há contas a pagar
E há razões pra terminar
A semana toda ficou para trás
Ela tem trabalhado demais" ♪♫




Finalmente sexta.
Esse lugar tira a minha luz.
Tenho uma tristeza muito grande embolada na garganta... vontade eterna de dormir!

RE

Ontem peguei-me pensando que já faz um tempo que não penso em nós , em ti, nem em mim. Não é que não me venha á cabeça, mas sou eu mesma que me nego, porque sei que depois acaba por cair uma lágrima e eu não quero mais. Já saí dessa rotina há muito tempo. Há tanto tempo, que nem tu deste por isso. Acabas por pensar que estou chatiada. E estou, mas não contigo. Estou chatiada comigo mesma. Por não ter aproveitado quando devia, por ter estragado a nossa amizade, e por ter te deixado ir sem nada fazer. Acredita, que se pudesse voltava atrás. Mas infelizmente não tenho nenhuma máquina do tempo, e mesmo que tivesse, tenho a certeza, que o dia, o mês,e a hora que estivemos juntos, estaria bloqueada. Só mesmo para me chatiarem, e verem-me a bater com o pé no chão. Como faço sempre. Feita menina mimada, nunca luto pelo que eu quero. E é isso que estou agora a fazer. Me conformar e me lamentar... só o que faço. A encostar-me a uma parede, e preparar-me para bater com o pé no chão. Á espera que voltes com isso. Mas conheçendo-te, como conheço sei que não vai resultar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Á primeira vista todo risco é ameaça e o medo que a gente passa cimenta os pés no chão."JV

Disseram-me que meu sorriso anda sumido, e o que antes era tão colorido se tornou cinza nesses meus dias. Disseram-me que meus olhos meios inchados, como se tivessem chorado, estavam naquela tarde. E agora eu já não sei dizer mais, se me dói te ver feliz ou te ver sofrer. Sentimento egoísta, querer que sintas a dor que sinto. E dói também saber que não me permites estar perto para dividir meus sentimentos. Falei em ver, mas não te vejo mais faz tanto. – “Te ver não é mais tão bacana quanto à semana passada (...) mas ficou tudo fora do lugar, café sem açúcar, dança sem par. Você podia ao menos me contar uma história romântica” – mas nenhuma história mais me toca, me encanta. Cantar Legião fica vazio e sem sentido agora. Talvez estas sejam minhas últimas palavras sobre o que eu achei que era amor. Andei pensando nas minhas promessas de antes. Quanta mentira eu já disse, sem saber que era mentira. Prometi esperar por alguém toda a vida, disse que o que eu sentia era incondicional, disse que amava. E eu não esperei dois meses, o sentimento incondicional dependia da recíproca, o amor era doce e se acabou. E então eu acho mesmo que não devo mais falar nada, mas só agora me dei conta, de quanta coisa não dita eu guardo aqui. Hoje enquanto eu arrumava o quarto, senti uma coisa estranha um bloqueio parcial da garganta. A dificuldade de dormir na noite anterior, a vontade de chorar baixinho e as palavras, essas que são tantas. Boas, ruins. Já são muitas as músicas que não ouço mais. E vou largando os versos, os compassos, as páginas, os sonhos, as dores. E fico assim não sentindo, deixando o vazio me consolar. Racionalmente escolhendo não sentir, é prudente não sofrer. Alguns dizem que minto pra mim. Outros que é melhor assim. Me perguntaram o que eu faria se te visse aqui de volta. Se me ligasse, pedindo desculpa, pedindo pra ficar mais um pouco. Foram capazes de apostar que eu te aceitaria, perdoaria. Mas eu já não sei. Eu te conheço, sei que não vai ligar mesmo, que não te enche de preocupações por mim, que pra você tanto faz como estou até que precise de mim. É capaz de fingir não ver a dor que me causou. Eu li nossa ultima conversa, eu revi nosso último dia, eu lembrei do seu último telefonema. Aquela música que tocava era nossa, hoje já não sei. Não temos nada nosso. Eu quis saber onde você estava - bem que você podia me ligar, como vai o que tem feito? Disfarçaria pra não dar nenhuma bandeira, pra fingir que está tudo certo ... – Porque eu queria mesmo ouvir tua voz hoje. Nesse dia tão estranho, que eu lembro de você, e o pranto não me chega, e meu rosto continua seco... e penso que talvez está mesmo, apesar de tanta chuva, muito seco tudo aqui dentro. E isso me assusta. Eu não era assim antes de você.

Pequenas Vitórias

Aos meus 12 anos, vitória de verdade seria sair de casa aos 18. Aos 14 era começar uma etapa nova, conhecer tudo que podia daquele mundo. Aos 15 era conseguir sair sem minha mãe saber e ficar com aquele cara lindo do colégio. Aos 16 era passar no vestibular. Aos 17 era ser feliz a qualquer custo. Aos 18 era ter independência, sair de toda aquela confusão. Entender egoísmo e porque as pessoas que a gente mais confia é justamente quem nos trai. Aos 19 era conseguir viver sem ele. Aos 20 era tentar não enlouquecer pela falta de alegria. Aos 21 anos era chegar em casa do serviço e dormir. Agora aos 22 eu me pergunto onde estão os sonhos? Estou velha e sem entusiasmos para pensar em começar qualquer atividade nova, não sei mais se quero as aulas de inglês, Frances, fotografia. Acho que nada mais importa. Não quero me importar com as derrotas, foco nas vitórias...
Me concentro nas pequenas vitórias. De quando conseguir me manter em pé num patins pela primeira vez. Sair sozinha e me divertir muito, aquele Adidas branco com as listras pretas que o meu salário comprou (em 4x, mas comprou). Uma pequena vitória que me leva a outras. O primeiro show do Capital Inicial, o segundo, uma vitória. Terminar de ler aquele livro que eu comprei há dois anos é uma vitória. A primeira medalha que eu ganhei. Cortar o cabelo bem curto pela primeira vez é uma vitória, o piercing tão desejado, mesmo que 2 meses depois eu tenha tirado ele. Cada dia que eu me esforço tentando não levar a vida ao extremo, 8 ou 80 e deixando as coisas fluírem é uma vitória contra a minha ansiedade. Quando de noite, eu não liguei pra ninguém, e sofri calada a minha dor, foi uma vitória. Quando consegui deter versos tristes que eu escreveria, foi uma vitória. O cigarro que não fumei, o cinema que eu neguei, são as minhas pequenas vitórias. O ciúme que eu calo, e deixo quieto de lado, é uma vitória. Os pecados que não cometi. Minha coleção de pequenas vitórias. Quando eu olho para você e consigo não te amar, apesar da sua “perfeição” é uma vitória. Se boa, ou ruim, só o tempo e você podem dizer. Não mentir que não estou é uma vitória. Não jogar sobre as pessoas as conseqüências dos meus erros. Não “jogar na cara” erros que já foram superados. Não supervalorizar a opinião dos outros é uma vitória e tanto. Deixar o preconceito de lado, ler livros para adolescentes. O dia que não chorei, a cobrança que não fiz, o café que não tomei, ilustram ainda a minha lista de vitórias pequenas. O conselho que não dei, aquele outro que não pedi. O brigadeiro que não comi, o romance que não assisti, a critica que não fiz. A ofensa que calei, a mágoa que não guardei. A roupa que não comprei, o livro que não pedi de volta, o abraço que não neguei, a saudade que não alimentei, o e-mail que não respondi, o amor que eu não cobrei. Pensando bem, até agora eu mais venci do que perdi. E para mim, pensar assim também é uma vitória.

Solidão, que nada!

É preciso saber estar sozinha. E eu sei, não me envergonho. Com isto não quero dizer estar fechada dentro de quatro paredes, sem nunca ver a luz do dia, não conversar, não sair pra respirar. Não. É preciso estar a sós com a nossa paz interior, não esperar nada de ninguém, nem esmolar nada a ninguém. Desaparecer do mapa e da mente de muito boa gente sem dar satisfações a uma única alma. Gostar da nossa companhia e brindar a isso. Estar só não é nenhum pecado. Às vezes é preciso navegar em silêncios dolorosos para perceber que o silêncio está sempre do nosso lado e dá-nos os melhores conselhos, trás as melhores lembranças. Estender a mão à solidão e ficar por lá. Estar sentada num grupo de amigos, que na verdade se trata de pessoas que nem ao menos sabem quem você é, e sentir que é uma estranha, que com nenhum deles se identifica. Às vezes é preferível perder a noção do tempo e dos outros. E apenas nos centrarmos em nós. Perder para sempre e encontrar a seguir. É necessário estar só para então saber quem és. Ninguém sabe quem é (e nem se importam com isso) nem o que vamos fazer. Não fazer idéia de como nos levantar, nem como arranjar forças para cuidar de nós e dos outros que precisam da nossa força. Vaguear por aí. Sem destino algum. Sem bússola alguma. E ir ficando... Até percebermos que não foi esta a vida que escolhemos, não foi por isto que fomos criados. Que a vida que parecia tão longa mostrou-se curta e vazia. Mostrar a garra, ambição que nos é característica e seguir em frente na esperança de melhores dias e de melhores portos, para não sair dessa vida sem deixar uma boa historiam para ser contada.
Sei que é preciso saber estar sozinha. Sei que sempre que me refugio das pessoas e do Mundo volto mil vezes mais forte para enfrentar o que me surgir pela frente e com mil vezes mais cede de vida. Mas não me peçam indiferença, não peçam que me magoe e finja que não estou quando efetivamente sabem que sim. Porque perdoar é fácil, esquecer não!



"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo." CL

DUST IN THE WIND

Mudança de planos,
faz calor e depois chove.
Mais um final de semana péssimo, inevitavelmente mais uma segunda... Ciclo sem fim!

Música para dormir, saudosismo.

Mais um dia.
(01/11/2010)







"Now, don't hang on,
Nothing lasts forever
But the earth and sky.
It slips away,
And all your money
Won't another minute buy." ♪♫

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DIA NADA

hoje é um dia nada de uma semana nada de uma vida nada... um vazio total!

Sem dor, tristeza, rancor ou saudades... um nada.






"Take me to the place where you go
Where nobody knows if it's night or day
But please don't put your life
In the hands of a Rock'N Roll band
Who'll throw it all away


BRIDGE:
I'm gonna start a revolution from my bed
'Cause you said the brains I had went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
'Cause you ain't ever gonna burn my heart out"
♪♫