quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Eu sou uma luta contra o tempo, e odeio quando ele se arrasta nos minutos finais antes do final de semana, ou quando ele escorre por entre meus dedos nos momentos de alegria.
Hoje foi assim.
Um festival de sinais fechados e horas de trânsito separavam nós dois.
Mas não posso culpar somente o tempo. Culpo também o medo, irmão do tempo. E juntos me abraçaram tão forte que estava sem ar.
Mas quando estou com você somos uma canção do Caetano e não há tempo e medo que separe a gente, até a hora em que a vida cobra da gente e a despedida é inevitável, e eu vou mesmo querendo ficar.
A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz
E passar rápido pra mim 
🎵
P.S. Nosso primeiro toque.
(e segundo, e terceiro...)
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Sua cartilha tem o A de que cor?
Eu já sabia, de alguma forma muito inexplicável eu já sabia. Quando decidi ir ao encontro do destino, eu já sabia. Eu sabia que você estaria lá. Eu já sabia que nossos olhos se encontrariam em algum momento. Eu tinha certeza de tudo. Não que eu tivesse gasto muita energia planejando, mas eu já sabia que era inevitável, que era o tipo de coisa que não dá para ir contra. Não que seja o tipo de coisa que vai dar certo, apenas o tipo de coisa que vai acontecer, quer queira ou não.
E mesmo já sabendo que aconteceria, que era inevitável, quando aconteceu eu perdi o chão. Fiquei nervosa, tímida, acho que nem me recordo da meia dúzia de palavras trocadas. Eu gostaria de desmarcar todos os compromissos, mudar de planos... Eu te abracei duas vezes, num curto espaço de tempo, isso nunca acontece. Não sou fã de contato físico, não sou das pessoas que se despede. Mas eu queria ficar. Eu queria te chamar pra sair. Eu queria roubar você pra mim.
E eu até tentei cumprir meus compromissos depois, mas aquela certeza do "eu sabia" fez desandar tudo, atrasos e desencontros até ocupar o mesmo espaço que você.
Admito que sabia, mas não fazia ideia do que ainda estava por vir.
Segurou minha mão suada. Foi repouso e acalanto.
Nosso primeiro beijo. <3 div="" nbsp="">3>
(e segundo também!)
quinta-feira, 13 de julho de 2017
2005
Aquele círculo vicioso confortável que te abraça e te impete de enxergar o óbvio.
É 2005 mais uma vez.
Deveria ser mais fácil agora, experiente, resistente por causa das cicatrizes das feridas passadas.
Mas não é.
Tão difícil igual, ou ainda pior, pelo agravante da falta da perspectiva de futuro.
Talvez eu já esteja morta.
Talvez eu tenha morrido em 2005.
É 2005 mais uma vez.
Deveria ser mais fácil agora, experiente, resistente por causa das cicatrizes das feridas passadas.
Mas não é.
Tão difícil igual, ou ainda pior, pelo agravante da falta da perspectiva de futuro.
Talvez eu já esteja morta.
Talvez eu tenha morrido em 2005.
domingo, 4 de junho de 2017
Escrevo...
Mas minha vontade mesmo é gritar.
É que sua indiferença machuca. E mesmo que eu saiba como é
sentir-me rejeita, gostaria que a história não se repetisse de novo.
Doeu na hora, doeu depois e a dor não passa.
E é foda sentir
essa dor.
Meu corpo me lembrando da sua presença na noite passada.
Noite essa que você insistiu em fingir que não aconteceu.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
A irmã mais nova - Crônicas do cotidiano escolar
Já faz um tempo, cheguei na escola e lá estava ele. Envolto em um ar de mistério, sentado sozinho no banco de lápis de cor. Sorte a dele viver alheio aos problemas do mundo. Azar o meu, que cansada, sentei um pouquinho, inutilmente tentando descansar um peso invisível, aquele tipo de peso que dói por dentro.
Ele parece um garoto bom, seja sentado em algum banco ou brincando com as outras crianças. Corro o risco de dizer até que parece feliz. Aquela felicidade genuína de criança, sabe?! De correr, rir e gritar ao mesmo tempo, aquele sentimento de liberdade que aproxima a gente do nosso lado mais primitivo.
Mas sabemos que nem tudo são flores, crianças podem ser cruéis, e na maioria das vezes são. É difícil ser fora do padrão. E é agora que chego aonde quero chegar. Logo na entrada ouço um som grave, parecido com som de bicho grande, encurralado, ferido. Eu presa do lado de dentro, inquieta, impotente, sem poder fazer nada.
Reconheci o sapatinho rosa. O corpo franzino, natural de uma menina de pouca idade. Traz em sua pequena mão a mão grande do irmão. Desvencilhando-o dos outros meninos, maiores que ela, maiores que ele, que como aves de rapina atormentavam-no. Resolvi chamar ela de valente. Ainda pequenina, nem imagina a força que tem. Eu pensei na minha irmã, das vezes que ela me protegeu. Também pensei em um primo que perdi tempo atrás. Uma saudade inundou meu coração e quase transbordou pelos meus olhos, eu sabia que seria um dia difícil. Não sei se igualmente difícil ao dia dele, mas ele está em vantagem, segurando a mão dela, pula quando a corda vem, em uma relação de afeto, conforto, confiança, segurança. Brincadeira de criança tem dessas coisas, é construção interna para o futuro, mas também é aprendizado para adulto que observa, é exemplo.
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