sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

E de agora em diante...

Esse ultimo post será para fechar 2010 e receber 2011 com esperança de um ano novo abençoado, que eu tenha persistência para não desistir dos meus sonhos, que eu tenha menos medo, mais certeza, que eu seja mais paciente, menos mau humorada e que dê continuidade as coisas que comecei em 2010.





E de Agora Em Diante

Composição: Oswaldo Montenegro

E de agora em diante teria sido decretado o amor sem problemas
E seriam vitrines nos olhos, e as almas vagariam sem medo
E de agora em diante seria pra sempre o que pra sempre acabara
E seria tão puro o desejo dos homens,
Que dionisio enlaçaria a virgem com braços enternecidos
E aplaudiríamos, calmos e frenéticos como um são francisco febril
E de agora em diante pra trás não haveria
Não mais a virtude dos fortes, mas o mérito dos suaves
O homem feminino e a mulher guerreira
O amor comunitário, sem ciúmes.
Dariam as mãos as moças que amo e brincariam de roda em volta de minha preferida
E um artesão criança esculpiria flores nos cabelos e um sorriso sincero no rosto
E de agora em diante mahatma ghandi tava vivo pra sempre e jesus era hippie,
Beethoven era roqueiro e lenon era como nós
E se não desse certo, de agora em diante, ao menos teríamos tentando.



Me traz lembranças de sonhos esquecido e aquece o coração, esperança de um futuro melhor!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

É que eu ia deixar minha televisão por amor, é que eu ia esquecer da cama de solteiro e dos lençóis pra um só. Porque eu queria que fossem dois, nós dois. Porque eu achei que nós queríamos que fossem dois. Porque se fossem três, se fosse com você, seria lindo também. Porque hoje, quando eu olhei o tempo nublado e escuro doeu meu coração, saudade me faz sofrer todos os dias, porque eu queria tanto te contar que ontem era um dia importante, e ainda me pergunto por que você é sempre, sempre, a primeira pessoa que quero contar, e é a única que não sabe ou não quer saber. Te procurei por onde minha vista alcançava mas não encontrei. Nada. Nem de mim. Nem de você.

24/12/2010

Jornal de ontem com noticias de anteontem!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

- Dê-me uma chance e eu tornarei o mundo mais belo novamente.

O silêncio pode ser ensurdecedor.

De repente, o mundo ficou mais belo novamente.
"Butterfly, baby, well you've got it all".

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um dia você me disse que eu nunca mais me sentiria só, que você estaria para sempre no meu bolso. Sonhos descabidos e irrealizáveis, com você tudo era possível.
Mas nada dura pra sempre, acho que te perdi.
Afetos martirizados pelas mágoas, amizades interditadas pelo tempo e o espaço imposto, sempre pronto a voltar ao passado.

Nunca me senti tão só.

Acontece que hoje escolheria a sua companhia, sua alegria era minha liberdade. Então, peço que fique, puxe uma cadeira, tome um copo. Depois podemos andar pela cidade, podemos pegar aquele ônibus que eu me recusei, você pode ficar por mais um dia, embrenhar dedos ousados em indicações de saída mais do que necessária, opção há tanto tempo rejeitada pela ingênua – porém tímida – caminhada rumo à novidade.
Era minha novidade preferida.

Não consigo me tornar proprietária de minhas memórias.

A novidade é que, meus caros, ando mais só do que jamais estive. E quero tardes acompanhadas não apenas pelas chuvas de verão intercalando sol quente em céu sem nuvens, mas também pelo olhar reconhecido, pelo carinho, até que haja, entre nós, o mais próximo de uma verdade desinibida. As gargalhadas sem censura.

Neste agora me sinto deixada de lado.
Beber aos goles lentos a honra de estar viva. E nessa vagareza, nunca mais me embriaguei. Já que nunca mais estive acompanhada por sua companhia, só pela falta que sinto dela, da saudade misturada com a ausência.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL! Feliz porque?


Eu não gosto de natal, não sei explicar porque e nem mesmo quando isso começou, acho que apenas não gosto. Não lembro quando deixei de acreditar em papai Noel (ou se algum dia eu acreditei) ou quando me contaram o “verdadeiro sentido de natal” (se é que tem algum sentido).
Talvez tenha sido pelo choque que tomei no pisca-pisca ou por nunca ter tido um natal em minha casa, ou ainda por ser obrigada a ir pra Sta Teresa todo natal.
Talvez seja porque eu nunca ganhei algo que realmente fosse a minha cara e como minha irmã foi e continua sendo preferida.
A única lembrança que tenho é de sempre me sentir triste e angustiada. Nunca entendi muito porque as pessoas são tão ruins durante o ano todo e nessa época são tomadas pelo “espírito natalino” da compaixão, isso é ridículo.
Se eu não me dou bem com minha família porque sempre tem a tia chata e fofoqueira que só vai na sua casa pra reclamar, sua prima mau humorada que só briga, seu cunhado folgado que quer ser servido 20h e seu sobrinho pentelho que só quer ouvir o especial de natal da Xuxa que insuportável... Porque tenho que fingir que gosto disso quando eu não gosto?!
Porque tenho que comer peru, odeio peru, começo a comer o peru no natal e termino no Ano Novo. Exagero de comida – e o desperdício vira fartura, e a gula se transforma em prazer e satisfação, sem falar nos que detestam o natal tanto quanto eu mas também são obrigados a participar do teatro de família perfeita e esses são os que se afogam no álcool da ilusão.
Eu detesto natal. Prefiro as farsas que a arte me proporciona, quando eu sei que são farsas. Prefiro as farsas que eu invento. Não tentem me tapear com todo esse “espírito natalino”, filhos imbecis de Papai Noel. Um dia derrotaremos os imbecis. Feliz Natal!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tenho a sensação de que as coisas saiam mais bonitas quando eu conservava aqui dentro uma certa dose de “porra-louquice”. Os textos tristes são tão bonitos, eu acho... A tristeza é meu sentimento de inspiração.
Mas não posso mentir, estou feliz. A felicidade não é bonita como todos pensam, ela é ácida como a sinceridade, a verdade.
Ainda que às vezes eu tenha vontade de destruir tudo aqui dentro, pra fazer tudo nascer de novo. Aquele velho clichê de fênix, que grande besteira. Mas não aconteceu, não acontece, nunca vai acontecer. Talvez esta seja uma das razões porque a saúde permanece aos trancos e barrancos, o corpo escolhe algum ponto pra estremecer, é impossível ser dura, e como a alegria permanece convicta, que prejudique a saúde então.
Não vejo a hora de sair daqui. Esse lugar me ofusca.
Estou com sono.
Mal comi e já estou com fome.
Tédio!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Não temos tempo a perder


Não sei quando foi nem como, mas eu me percebi diferente. Não sei quando foi que eu comecei a gostar de roxo, de preto, de escrever o que eu sentia, gostar de musica clássica, não sei quando eu deixei de ler gibis - já que gostava tanto - não lembro quanto tempo se passou mas parece que foi em outra vida, mudei tanto que nem reconheço o que eu era, não sei onde perdi meu amuleto da sorte, não sei onde está aquela pedra verde tão linda que eu ganhei no rock mais alagado e escuro da minha vida, não sei quando foi que eu decidi fazer contabilidade mesmo sendo apaixonada por fotografia, mal me lembro quantos anos eu tinha quando virei essa Anaguiza, nem mesmo sei porque sou Anaguiza.
Depois de centenas, ou melhor, milhões de pensamentos eu dei um pause e pensei em como o tempo passa rápido, até ontem tudo era tão diferente. Não há mais tempo pra nada, parece que os dias duram 10 horas (e sou prejudicada nesse caso porque possuo a necessidade especial de dormir ao menos 10 horas por dia). Sobra pouco tempo pra ser feliz.



"Não temos tempo a perder..."