A Lista
Faça uma lista de grandes amigos...
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Acho que não me sobrou nada.
Gastei tudo, vivi tudo, amei tudo... não me sobrou nada.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
E então o feitiço virou contra o feiticeiro, e hoje não sou eu quem sofro.
Meu coração de pedra me permite até sorrir, sem compaixão, da mesma forma que sofri.
E todo esse sentimento secreto cria uma insólita ilusão, um desespero violento. O amor e o ódio são dos dois gumes da faca que usei para me matar. Esse instante de dúvida eu chamei de amor.
O telefone toca. Mas não é ele.
Outra desculpa? Outro dia.
A voz pesada denuncia noite de farra. Bebidas, mulheres, taras, transas espertas, outro homem, outro ciúme insólito. Não quero pensar no óbvio. Minto para mim e sorrio.
Que houve? Estás bem? Esperei tanto!
Queria tanto não me sentir assim! Poucas respostas.
Estou indo aí. Estou com uma fome danada!
Então eu finjo. Deixo-me em outro desassossego e permaneço à espera de algo de luz, alguma coisa leve, ou apenas um grito, algum silêncio, qualquer artifício mágico, ao íntimo do infinito de um verso escrito...
Porque é preciso uma gota de alegria, um fragmento de existência, uma razão pra qualquer coisa. Contei os segundos, tomei o remédio no dia errado, o mês se arrasta e tripudia de mim.
Apalpo o membro alheio e percebo a mesma vontade corpórea. Sequer prossegui nas minhas investidas. Pouco me importa onde ele estivera ontem, pra falar a verdade.
O amor entre dois homens é um perigo à parte.
Ainda tentei fisgar o fio: O amor tem lá os seus demônios.
"And I feel that time's a wasted go
So where are you going to tomorrow?
And I see that these are lies to come
Would you even care" ♪
Meu coração de pedra me permite até sorrir, sem compaixão, da mesma forma que sofri.
E todo esse sentimento secreto cria uma insólita ilusão, um desespero violento. O amor e o ódio são dos dois gumes da faca que usei para me matar. Esse instante de dúvida eu chamei de amor.
O telefone toca. Mas não é ele.
Outra desculpa? Outro dia.
A voz pesada denuncia noite de farra. Bebidas, mulheres, taras, transas espertas, outro homem, outro ciúme insólito. Não quero pensar no óbvio. Minto para mim e sorrio.
Que houve? Estás bem? Esperei tanto!
Queria tanto não me sentir assim! Poucas respostas.
Estou indo aí. Estou com uma fome danada!
Então eu finjo. Deixo-me em outro desassossego e permaneço à espera de algo de luz, alguma coisa leve, ou apenas um grito, algum silêncio, qualquer artifício mágico, ao íntimo do infinito de um verso escrito...
Porque é preciso uma gota de alegria, um fragmento de existência, uma razão pra qualquer coisa. Contei os segundos, tomei o remédio no dia errado, o mês se arrasta e tripudia de mim.
Apalpo o membro alheio e percebo a mesma vontade corpórea. Sequer prossegui nas minhas investidas. Pouco me importa onde ele estivera ontem, pra falar a verdade.
O amor entre dois homens é um perigo à parte.
Ainda tentei fisgar o fio: O amor tem lá os seus demônios.
"And I feel that time's a wasted go
So where are you going to tomorrow?
And I see that these are lies to come
Would you even care" ♪
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
ODEIO O NATAL
Eu odeio o natal, sempre odiei e sempre vou odiar.
Na minha casa nunca teve arvore de natal, decoração, nem nada. Fui privada de passar no natal onde mais gosto por muitas vezes e o dia que queria passar o natal onde estava tivemos que ir embora pro que eu não tinha o direito de ser eu e talvez viver minha primeira experiência de felicidade.
Eu nunca ganhei de natal o que eu realmente queria e ficava ainda mais triste em ver minha mãe triste por não poder me dar o que realmente queria.
Natal é uma merda!
Todo mundo pira entre o dia 20 e o final de ano, acho que tem a ver com o 13º, ou todo mundo odeia o natal e vive fingindo.
Hoje e não estou me sentindo bem, mesmo estado com o humor bom.
É dia 24 e eu estou com medo.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
“Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
e quando chegar a noite
cada estrela parecerá uma lágrima
queria ser como os outros
e rir das desgraças da vida” ♪
Já me esqueci como se escreve.
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
e quando chegar a noite
cada estrela parecerá uma lágrima
queria ser como os outros
e rir das desgraças da vida” ♪
Já me esqueci como se escreve.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
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