sexta-feira, 14 de março de 2014

A Carta...

Eu ria, e minha mãe perguntava o que  estava acontecendo, e eu respondia "SAUDADES".
É que hoje eu decidi reviver o passado, nosso passado sem chorar.
É que escrever uma carta para uma pessoal que a gente tanto ama e que está tão longe custa um tanto de aperto no coração.
Eu juro que não me lembrava de muitas das nossas fotos, das nossas histórias.
Claro que algumas a gente nunca esquece, mas outras, eram tão cotidianas que ficaram lá atrás.
Agora, com olhar de saudades. é muito mais fácil perceber que nada foi corriqueiro.
Tudo foi grande, foi do tamanho da nossa alegria... Do tamanho das nossas aventuras, do tamanho dos nossos dramas.
Hoje eu já nem consigo me lembrar de quanto tempo tem que já somos amigas, que somos mais que amigas, somos irmãs.
Ontem eu encontrei seu pais no supermercado, e senti tanta saudades de você.
Ain amiga, que o tempo passe bem rapidinho, que você receba logo minha carta para que possamos de alguma forma ficar mais perto... Mas principalmente, que setembro não se demore, pra que eu possa te abraçar...

domingo, 9 de março de 2014

Sentindo Oswaldo Montenegro

"[...] Porque metade de mim é o que eu grito...
[...] Pois metade de mim é partida...
[...] Pois metade de mim é o que ouço...
[...] Porque metade de mim é o que penso...
[...] Pois metade de mim é a lembrança do que fui...
[...] Pois metade de mim é abrigo...
[...] Pois metade de mim é amor..."

E é justamente sobre a outra metade que ando refletindo.
Acredito que ando oprimindo meu outro lado, que ando sendo recatada, comedida. 
O que é inútil.
Que domesticar um animal selvagem não o tornará controlável.


sexta-feira, 7 de março de 2014

I've got that summertime, summertime sadness ♪

Esses últimos dias quentes de verão tem me trazido muita melancolia.
Andei pensando nos velhos tempos de riso frouxo, de quando as pessoas babacas pareciam tão legais. Hoje em dia elas são apenas babacas e eu procuro me manter longe delas.
De como música ruim é ruim, mesmo quando você finge que ela é boa, só para que as pessoas babacas pensem que você é babaca como elas.
De como o amor parece fútil quando algumas certas pessoas costumam tocar no assunto.
Ah, os dias quentes e chatos de verão, quando minha única vontade verdadeira é de ficar rica ou inventar uma máquina de teletransportar.
Esses dias andam me trazendo uma tristeza que eu já não via há algum tempo. Acho que já me esqueci como faço para lidar com ela.

Que o inverno não demore.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Já foi (8)

Ando pensando muito na simpatia daquele moço na ultima vez que nos vimos.
Uma simpatia familiar, como da primeira vez.
Foi tão íntimo, deu tanto medo.
Eu pensei em falar tantas coisas, em fazer tantas coisas, avaliei tanto o risco... E ainda assim errei.
Seria hora de, mais uma vez, dizer que o passado passou e que a gente poderia começar mais uma vez?!
Que ser sozinho é bom, mas ter alguém que lhe coce as costas é maravilhoso?!
Não querendo ser pretensiosa, mas acho que eu ficaria bem com você.
Já posso até ver várias menininhas lhe rodeando, afinal, você está crescendo. Mas que é que lhe aceitou lá atrás, no começo?!

Enfim...

"Te dei a minha vida
E uma parte do meu coração
Esquece as nossas dívidas
Bom caminho é liberdade
Bom caminho não é prisão"  

quarta-feira, 5 de março de 2014

Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada (8)


É que as coisas tomaram um rumo incrível quando eu resolvi tomar um rumo... É que eu cansei!
Dei um basta em tanta sugação de energia, e por consequência, sumiram os que só queria se aproveitar de mim.
Até por que me convidar para tomar uma cerveja e jogar conversa fora só o "errado" que convida. E paro para refletir, será que é tão errado assim.
Quem é que impõem esses rótulos?





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Sobre o que eu nem sei quem sou" (8)

Quando ando, mexo os braços ao invés da bunda, nunca fui de rebolar por aí. 
Amarro o cabelo sem usar elástico, displicente assim mesmo. 
Não uso perfume importado, mas tenho cheiro de flor e um gosto raro. Sou azeda e doce, dentro do mesmo momento. Do jeitinho que era aquele chiclete rosa que a gente mascava, um atrás do outro, e
que muito infelizmente não está mais a venda.
Ah, eu sou, sobretudo, um delicioso trago, bebida ou cigarro, ou os dois. 
É sempre muito, tudo e misturado.
 Eu sou o tumulto do show de rock, o calor dos corpos suados, e o suor no pé do cabelo que molha os dedos da mão que passa, no meio do beijo, no meio da rua, no meio do bar, sou a respiração quente, o gemido baixinho, o arrepio e as mãos dadas no caminho de volta pra casa.
Eu ocupo espaço. Grito, pulo, bato palma e canto alto. 
Ofereço sorrisos e a mão, mas para quem sabe pedir, eu também dou o braço. Mais tarde, sutilmente, vou tirar os sapatos e se você, por acaso, ainda estiver calçado, vai ouvir-me que deixe os seus de lado. Gosto de andar descalça por que prefiro não ter cuidados quando caminhos sobre o seu peito, ou pelo assoalho. Falo muito, muito alto, e para todo o lado, e posso parecer desbocada, se necessário. Não que me
falte elegância ou respeito, mas eu acredito no fato de que a força do que se pensa também se flui através dos lábios. E sempre fui assim: impulsiva e intensa de nascença.
E tomo cerveja, Whisky, cachaça. E faço bagunça. E fico rindo atoa. Sou atrevida, olho nos olhos, encaro, sustento o olhar. 
Mudo varias vezes ao dia. Seja de ideia, de humor ou de roupa.
 Aprecio cada pequena coisa de que é feita a vida. 
Valorizo cada palavra que couber numa alegria ou numa ferida. Mas, como também a lua varia, há dias em que eu fico estupidamente introspectiva. Só quero cama, livros e músicas, nada de companhia. Espero que saiba como sou e que não se canse de esperar.
Como disse sou fêmea de gosto raro. Sou azeda e doce dentro da mesma mordida, complexa em cada pedaço.
 E tanto engorda quanto mata quem um dia possa se atrever a me provar.
E por isso digo que sou o melhor caminho para a perdição do juízo.
 Um prato cheio para o desassossego. 
E eu, gosto muito de tudo isso e não mudaria por nada.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tudo Novo, de novo!

Começar mais uma vez, não é fácil, nunca é fácil...
Parece que meu cérebro se recusa aceitar tantas novas informações.
Nem parece que estou em um lugar tão familiar e que já sei tanta informação.
Tenho medo...
E é com essa sensação de borboletas no estômago que uma nova semana começa.

Boa sorte,

Para nós!