quarta-feira, 8 de julho de 2015

Antagônico

O avesso do avesso!

Eu me apaixonei, ali, naquele instante, como um inseto na lâmpada, ignorando o risco. Seu humor ácido, sua coragem, eu nem sabia ainda do talento, vê se pode?! Crua, visceral, linda... 
Como demorei tanto tempo para te encontrar?!

Cada palavra, cada gesto, cada possibilidade.
Um misto de alegria e medo, uma excitação nunca antes sentida. Aquela coisa que acontece aqui, bem aqui dentro, entre o meu coração e meu estômago, que eu não consigo explicar.
Cada abraço, cada toque proposital ou não, uma descarga elétrica que percorre o corpo.
Tão intimidadora, inteligente, quente, explosiva e imprevisível. Tão desconhecida e ao mesmo tempo tão indispensável.
  
Eu sou grata pelo carinho, pela amizade crescente. E aceito de coração o que recebo, que vai muito além do seu antagonismo.
Para você estou guardando o meu melhor.

Eu te amo, eu te amo. 

   

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Os ponteiros passaram e você não passou (8)

Ainda sentindo a ressaca do porre de sentimentos novos que você me proporciona, contei as horas, querendo mesmo era que ela não se arrastasse tarde afora.
Selecionei apenas as palavras mais doces dentre as trocadas numa conversa rápida, uma não querendo tomar muito o tempo da outra. Enfeitei o inimaginável, como costumo fazer.
Fantasiei seus meios sorrisos, aqueles contidos.
Sem saber se pegava um ônibus, um táxi, ia a pé ou embarcava em um disco voador, tive urgência em te ver.
O sol se escondia por detrás das nuvens e de nada adiantava as janelas abertas, mais nublado que o céu só o meu coração.
Meus olhos choviam inconformados pela impossibilidade de te ver.

As ruas vazias que cortam meu coração estão cheias de poesia e silêncios.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Vai chover pingos de amor (8)

Amor, desconhecido, novo, como livro.


Já não sabia mais o que era sofrer por amor, desse sofrer de perder o sono, de receber uma avalanche de pensamentos o dia todo, do frio na barriga gerado pela possibilidade de encontrar a pessoa.
E eu sofro!
Ela é linda, boa demais para estar disponível nas prateleiras do mercado.
Ela é fenômeno da natureza, ela é meu sol. Luz própria aquecendo meu coração com pequenos gestos. 
Eu, chuva. 


sexta-feira, 22 de maio de 2015

ESCREVO PARA ALTERAR O SENTIDO DE ESTAR SOZINHA...

Escrever é transar com as palavras.
Ela anda meio carente de atenção.
Mas prefere dormir do que enfrentar a boçalidade alheia.

Boa noite!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Depois de amanhã...

Me indica um livro, me mostra uma banda nova, pensa em mim.
Me liga.
Eu ando sentindo saudades.
Essa mania de heterossexualizar os romances, chega.
Por mais que pareça um menino, ou a Cássia Eller, 
o que é quase a mesma coisa, 
a pele é lisa, os lábios são macios, os olhos, ah... os olhos, os mesmo que despem-me,
os que interrogam e inibem-me. 
Desconserto-me em sua presença, é inevitável. 
Faço planos, 
desejos e sonhos.

terça-feira, 24 de março de 2015

(Des) Gostar

Os meus olhos foram puxados assim que vi ele ali, parado na fila. Conferi cada detalhe, era ele.
E eu, insatisfeita da vida como sou, já interpretei nosso quase encontro como um sinal. Não seria só coincidência estarmos ali, aquela hora da manhã, lado a lado, quase um de frente para o outro.
Mas foi quase.
Eu fiquei esperando um sorriso, um gesto, qualquer coisa.
NADA!
Aproveitei então para olha-lo furtivamente.
Sua roupa impecavelmente passada, seu sapato limpo, cabelo bem cortado, barbeado. Uma mistura de limpo e rebelde, com suas tatuagens visíveis sob a blusa.
"Mas ele nem é tão bonito assim, talvez não seja interessante, talvez seja mais, seja um completo babaca como todos os outros", peguei-me pensando.
Para menina, que mania que você tem de desgostar tão rápido.
Para com esse papo de antes só, nunca é melhor só, seja um pouco mal acompanhada também.

E então ficou acordado, da próxima eu falo com ele.