segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tem tantos sentimentos deve ter algum que sirva ♪


Acho que no fundo eu nunca perdi a esperança, de alguma forma eu sabia que toda essa dor era passageira. Da ultima vez que o vi, eu diria até que estava feliz. Conversa agradável à mesa, café e cigarros, pediu meu isqueiro emprestado. Não estabelecemos um diálogo direto, mas estávamos no mesmo lugar, no mesmo círculo de pessoas, nos cumprimentamos quando ele chegou, e partiu dele.
E eu estou feliz, não por pensar que vamos ter alguma coisa, agora que ele parece estar aberto à felicidade. Estou feliz por ele se permitir viver.
 
A vida passa rápido para mágoas eternas.

sábado, 1 de junho de 2013

Tinha poesia sobrando demais ontem à noite, mesmo sabendo que seu sorriso, que brilhava como pequeninas e distantes estrelas, não era para mim.

Embriaguei-me, noite adentro madrugada a fora. Memórias.
Outra dose de Martini, por favor, por que a noite me encheu a boca de palavras não ditas, me encharcou o coração com sentimentos adormecidos.
Hoje eu faria amor com você de forma nada delicada, do nosso jeito particular. Cantaria-te baixinho no ouvido nossa música, de como você tem me consumido, a mim e a tudo que eu quis.
Ontem a noite eu te amei de novo, só pra lembrar que quando eu fazia poesia pra você, as frases nunca eram bonitas. Era um amor com tanta dor.
Hoje eu gostaria de te admirar, iluminado pela porta entreaberta do meu quarto, como da primeira vez, com meus olhos de amor e sono.

Beijaria-te com desejo, como quem bebe uma dose grande e forte de uma nova bebida.     

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Você pede mais um café, mais um trago, mais um cérebro e mais um coração. Diz algo entre estar cansada de depender dos outros e cansada de depender da pessoa errada. O café chega quente. Você assopra a caneca como uma criança experimentando mingau pelas bordas. Mas fuma como uma quarentona desesperada. E insiste em ter que ir embora."

Esperei te encontrar por aí nos últimos dias, mas foi em vão. 
Da ultima vez eu fui embora com um sorriso nos lábios, não nos beijamos, mas acho que depois de tanto tempo já nem precisamos mais. 
Você me cobra o sexo, a birita e aquele petisco que te devo faz tempo. A gente ri das novas e das velhas histórias.
O assunto é aquela foto que você nem lembrava-se de quando eu tirei. A gente ri, mas no fundo sei que você sabe que digo a verdade quando digo que só tenho olhos para você.
Rola aquele ciúme, que você jura não ter, quando falo de um outro garoto que andou me deixando com as pernas bambas
Então está tudo bem, sempre está tudo bem quando é você e eu até o final.

domingo, 12 de maio de 2013

"Mãe não tem limite, é tempo sem hora"

Sei que não teve uma gestação fácil, que eu nasci chorona, que sou chorona até hoje, que fiquei doente, melhorei, fiquei doente de novo, melhorei... e fiquei doente de novo, mas você nunca desistiu de mim.
Que eu vomitei o seu vestido, o seu uniforme, a roupa de cama... Que por diversas vezes você me bateu, e logo depois vinha com aquela história de "desculpa mamãe?".
Não esqueço os bolinhos de chuva, os chás de boldo e de camomila. De como você achava graça do meu medo de chuva.
Assim eu fui crescendo, cercada pelos seus braços.
Me acostumei com o carinho de ter os cabelos penteados, a blusa passada, a marmita feita.
Me acostumei a saber que quando saio você fica me esperando, e quando chego em casa você está no portal.
Eu posso ter um milhão de amigos, mas sei que é só com você que eu vou poder contar nas horas mais difíceis.



Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.

(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)
Anderson Cavalcante


quinta-feira, 9 de maio de 2013

"Há algo na sua essência que me agrada, me acalma, me diverte"


Algumas pessoas só por existirem já fazem a nossa vida especial, e assim foi ele na minha vida.
Não que ele seja perfeito, mas é encantador nos mínimos detalhes.
Transmite uma paz muito grande, não é bom em dar conselhos, mas sabe exatamente o que dizer.
Temos nossas músicas, nossos livros e nossas histórias.
Nossos beijos se encaixam e temos um sexo bem mais que regular.
Já não me cabe saber por onde ele anda ou quem ele ama, quem ocupa seus pensamentos, nem me cabe planejar um futuro ao seu lado.
Ao lado dele não existe planos, é tudo na hora, por impulso.

Eu estou doente da vida, é uma doença crônica, estou em estado terminal. Já não tenho mais tempo para procurar a cura.
Ele é minha válvula de escape.
Ele é meu copo, meu outro copo... Mais uma dose.
Eu sou a versão masculina dele.
A gente fuma o mesmo cigarro.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

‎"Assim começamos mais um ano, só que agora não tenho você todos dias para escutar Caetano. Me incomoda todos os dias quando não tenho você pela manhã e o que mais me conforta é meu radio com Djavan. A noite quando não escuto mais nenhum piu, no meu fone de ouvido toca um som de Gilberto Gil... Vamos fugir, baby?" (ask)


Ando me sentindo muito mais do que sozinha, mudei-me para o quarto da minha mãe com o pretexto de reforma, fui ficando, já não me cabe mais ficar só mais nem um minuto. Tento suprir o vazio que sinto aqui no meu coração com tudo que os meus braços podem agarrar.

As vezes acho que é esse amor que sinto pela minha mãe, pela minha Izabely, pelo meu príncipe Joaquim que me prende a terra.
As vezes dá uma vontade de desistir, eu me pergunto se tanto sacrifico vale a pena. E se eu estiver fazendo tudo errado? Se eu tiver gasto 6 anos da minha vida trabalhando num serviço que não é meu, se eu estiver fazendo uma faculdade que não me serve, e se minhas aulas de inglês forem em vão... E se nada der certo?
Talvez tenha sido o NÂO ou o SIM que eu disse há dez anos atrás, que se a resposta fosse ao contrário eu teria tomado o caminho certo.
As vezes tenho a impressão de que vivo na opção errada da minha vida.

Hoje eu estou cansada, com sono e com frio.


Dos sonhos

Calor, tumulto, muita gente, o som estava alto, mas era uma banda boa, o show estava animado, ela estava comigo, a gente estava se divertindo muito, rindo e pulando, eu só não consigo me lembrar qual era a banda, acho que era Raimundos.
Eu não reconheci o lugar, e sinceramente nem reparei muito as paredes que cercavam nossa alegria, não me lembro da ultima vez que me senti feliz assim assim. Mas cansei-me do rock e fui sentar, de lado, cabela apoiada na parede, e as costelas apoiadas do encosto da cadeira. Confortável.
Eu não percebi como ele se aproximou, de onde ele veio, mal me lembro da sua fisionomia.
Conversamos sobre muitas coisas, falei para ele do show que tinha acabado de ver, de como o som era bom, de como eu gostava da banda e de como era importante para mim. eu estava feliz, animada, ele além de lindo era muito atencioso, ria comigo, o assunto era envolvente, não vi a hora passar.
Ele se levantou, mexeu no meu cabelo, antes de ir eu perguntei seu nome, Taylor.
Mas já eram quase 6 horas da manhã e eu fui acordada para trabalhar.
Depois de mais de um mês dormindo igual uma pedra eu sonhei.
Essa noite eu conheci uma pessoa legal, alguém que me tirou da solidão.