sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim" ♪

As coisas têm mudado tão rápido. Tenho pressa, fome de aprender, vontade de abraçar o mundo, Não me sinto mais “porra louca”, estou mais centrada.


(pausa para o café, porque eu aprendi que é bom). -eu não tomava café.
Uns cinco ou seis anos atrás, me lembro do chão gramado e bom da liberdade, eu passava tardes ouvindo musica, olhando o pôr-do-sol pela janela; eu sofria menos.

Demorou muito tempo até que me sentisse segura o suficiente para me trancar dentro de um novo mundo, eu lutei contra isso todos esses anos, até mesmo porque eu nunca consegui escrever regras e felicidade na mesma frase.
Eu ainda não consigo confiar em alguém, mas já consigo ser eu mesma e estou até sorrindo, me permitindo as vezes até gargalhar.

Então, de repente, não mais que de repente achei que 27 já nem é tão longe, que 3º andar era alto demais pra mim, que não valia a pena pular.

E lá estava eu, uma graduandazinha irritada com as pessoas que discriminam a sexualidade alheia, gente reprimida. De saco cheio de gente que se justifica com base na bíblia, mas que não tem um pingo de compaixão, gente que prega qualidade, mas só pratica defeitos. Gente que bate no peito e diz UFES, mas que toma leite com toddy enquanto a mãe separa a roupa já lavada e passada.

Ultimamente eu estava impaciente, eu estava simplesmente precisando de algumas cervejas e ouvir uma música legal.
E não foi o que aconteceu.

Me lembro de ver o número dele no celular e mentalizar: -liga, -liga, -liga...

Mas fiquei feliz em não ter ligado.

Eu tenho sentado do lado da janela do ônibus. Eu tenho pensado muito. Em você. (é, você.)
Eu tenho tentado me desarmar.
E eu tenho tentado emagrecer.

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